FineNaDairbre_Outono2014_2Embora a necessidade de um termo geral para designar os membros do grupo seja algo discutível, parece ser relevante no que tange à identidade externa da Túath como um todo em relação aos demais grupos.

Seguindo os parâmetros sociais que nos norteiam de buscar na Sociedade “Celta” Irlandesa da Idade do Bronze e Idade do Ferro as bases de nossa idealização organizacional, e tendo em mente o objetivo maior de constituir uma tribo e valorizar todas as suas potencialidades, especialidades e ofícios, não teremos um nome interno geral que designe toda a Túath em termos religiosos. Portanto, o termo Duir é o que define a nossa religiosidade e, em termos gerais, é idealizado como um parente muito próximo do Reconstrucionismo Celta, com a diferença de introduzir a figura do Druida Histórico e de uma estrutura de ofícios sacerdotais, que, a princípio, não é adotada pelos Reconstrucionistas em geral. Sendo assim, o RC é uma designação de certa forma eficaz, desde que o “Druida Histórico” enquanto classe sacerdotal seja inserido nesse contexto.

Mas já que há uma certa premissa no imaginário da comunidade geral de que um novo termo de descrição, por mais que seja um termo interno e particular de um grupo para se auto-designar, deve vir acompanhado de um novo termo de identidade coletiva, nós adotamos o termo Gáel como designação para os membros de nossa Túath, mantendo o compromisso de englobar a coletividade de nossa comunidade e não só um aspecto.

Tendo em vista que os “Celtas” Irlandeses podem, o que é muito provável, nunca ter tido um termo geral para identificar a classe sacerdotal como um todo e muito menos a sua própria forma de religiosidade, nós nos reservamos a esse direito de só nos identificarmos a nível de individual coletivo enquanto identidade Cultural.

Portanto, somos Gáel na nossa cultura e na nossa identidade, somos Duir na nossa religião e somos uma Túath no nosso coletivo.