As Nove Virtudes são os princípios que devemos buscar e desenvolver em nós mesmos para governar nossas vidas e ações. Estes valores já existem há milhares de anos em muitas culturas, nas condutas ideológicas de heróis mitológicos e deuses e no comportamento de grandes figuras ao longo da história. Eu incluo mais três virtudes que considero essenciais para a melhoria da nossa Tríade Pessoal (mente, alma e corpo): Modéstia, Responsabilidade e Disciplina. Estas três virtudes extras interagem e completam as outras.

Eu não estou descartando a divisão tri-funcional da ADF, que acho ser realmente muito boa, mas sugerindo uma espécie de complemento e adaptação a fim de encaixá-la dentro da mitologia irlandesa, que é o meu caminho. Eu acho que essas três virtudes extras são muito importantes na compreensão da sociedade celta irlandês e no apoio de uma cerimônia religiosa relacionada a seus deuses. Além disso, com esses acréscimos, podemos dividir estas doze virtudes em quatro tríades de desenvolvimento com base nos quatro magos de quem os Tuatha de Danann aprenderam sua sabedoria e da ciência, como relatado no conto mitológico A Segunda Batalha de Magh Tuiredh.

A partir dessas tríades podemos dividir as doze virtudes em quatro símbolos: O Caldeirão, A Espada, A Pedra (Lia Fáil) e A Lança, que são as joias dos Tuatha de Danann. Esta visão é muito interessante à medida que a partir dela podemos facilmente compreender que cada uma dessas virtudes é parte de uma jóia que precisa ser lapidada em nós para emergir, e só com essas quatro jóias brilhando em todo seu explendor dentro de nós somos capazes de entrar no Outro Mundo e nos apresentar diante dos deuses com as honras de um grande Druida.

A Primeira Tríade: A Tríade de Semias de Murias – O Caldeirão de Dagda

A Segunda Tríade: A Tríade de Esrus de Gorias – A Espada de Nuada

A Terceira Tríade: A Tríade de Uscias de Findias – A Lança de Lugh

A Quarta Tríade: A Tríade de Fessus de Faihias – A Pedra (Lia Fail)