Oferendas da Ocasião

Leite de vaca
Queijo (de leite de vaca)
Bolo de amoras
Bolo de Avelã
Pão
Amoras
Vinho branco
Cerveja de trigo
Carne
Frutas da estação
Ovos
Água

Precedente e Propósito do Ritual

Criar atmosfera desejada ao rito, explicando o significado do que será feito, sua história e o porquê de ser feito de tal maneira para que todos entendam o que vai acontecer.

Preparação

Arrumar o local e tudo o que for necessário para a realização do rito, inclusive a fogueira e oferendas.

Oferenda aos Espíritos Nativos

As oferendas devem ser servidas e oferecidas sobre o altar reservado a eles, dizendo:

Espíritos Nativos!

Soberanos da terra que pisamos,
Do ar que respiramos
E do Mar que nos rodeia,
Reconhecemos suas faces,
Ó seres sagrados da terra que habitamos.

Aceitem as oferendas que trazemos
Aceitem o respeito que lhes devotamos
Aceitem a gratidão que lhes conferimos.

Que sua generosidade seja retribuída,
Que sua memória seja honrada,
Que sua sabedoria seja exaltada.

Início

Toque sonoro repetido 3 vezes.

Fogo

Acender o fogo.

Fogo Abençoado do Céu,
Queime nessas chamas sagradas.

Fogo Abençoado da Terra,
Queime nessas chamas sagradas.

Fogo Abençoado do Mar,
Queime nessas chamas sagradas.

Eleve-se!
Que estas chamas sagradas brilhem através dos mundos.

Purificação

Purificação por água utilizando uma bacia com água. Nesta sequência, deve-se molhar as mãos, molhar o rosto e tocar a água com a testa falando os versos:

Do poço de Segais ao poço de Mochua
Justa Boand purifica meu corpo.

Do poço de Mochua à planície de Meath
Nobre Boand purifica minha mente.

Da planície de Meath até o chão verde do mar
Brilhante Boand purifica minha alma.

De poço a poço, de mar a mar.
Águas Sagradas de Boand me ensinem a ser como seu curso, puro, límpido e verdadeiro.

Abertura

Levar a bacia de Bru Na Boinne ao sol.

Mais uma vez as antigas passagens se iluminam
Mais uma vez, o sol ganha forças
Mais uma vez, nos reunimos,
Para honrar a nobre Boand.

Que o sol que ilumina o Boyne
Ilumine nossa passagem entre os mundos.
Que as portas de Bru na Bóine
Nos levem até a grande soberana.

Que a luz do sol ilumine nosso caminho
Até os mais profundos conhecimentos da terra
Até os segredos que nossos ancestrais gravaram em pedra
Até a presença da brilhante alva Boand.

Estabelecendo o Centro

Nós consagramos esta Terra Sagrada
Cujos Carvalhos se erguem do chão
Para que abençoem nosso Caminho
Com frutos e saberes Ancestrais
Pela Terra abaixo de nós
Honramos os Espíritos da Natureza
Nós clamamos a Ti, Terra Sagrada de Ériu: abençoe-nos.

Nós consagramos estas Águas Profundas
De onde se erguem Brumas de Mistério
Para que abram nosso Caminho
Até aqueles que deixaram esta terra
Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Honramos nossos Ancestrais
Nós clamamos a Ti, Grande Mar de Ériu: conduza-nos.

Nós consagramos o Fogo do Sol
No Centro deste Local Sagrado
Para que ele Ilumine nosso Caminho
E nos eleve para junto dos Céus.
Pelo firmamento acima de nós,
Honramos nossos Deuses.
Nós clamamos a Ti, Sagrado Céu de Ériu: Inspire-nos!

(TODOS)
Sagrada Terra de Ériu
Este é o centro do mundo,
Onde a Lia Fail jaz imponente
E os três mundos se encontram.
Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,
Nós honramos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza
E nos reunimos no cento dos mundos
Buscando Saber e Honra Ancestrais.
Nós clamamos a Ti, Sagrada Ériu: acolha-nos!

Sagrada Terra de Ériu, Terra, Céu e Mar, receba nossas oferendas!

Acessando o Outro mundo

Depois de ter estabelecido o centro no Nemeton, é hora de pedir a permissão de Manannán Mac Lir para acessarmos o Outromundo.

Manannán Mac Lir
Manannán Mac Lir,
Manannán Mac Lir,
Tu que surges ao nascer do sol,
Que ilumina vastas planícies,
Que cavalga ao longo do claro campo contra o qual quebra o mar
E que agita as águas até que se tornem sangue.

Tu que vens ao longe
Guiando tua carruagem pelas ondas sorridentes
Revele-nos a visão da florida Mag Mell,
A qual esconde atrás de seus botões muitos cavalos.

Senhor dos Oceanos,
Assim como Bran perante o mar calmo
Nós aguardamos entre os Mundos
Em busca da manifestação de teus domínios.

Poderoso soberano do Outro Mundo
Sol brilhante da Ilha das Macieiras
Permita-nos vislumbrar teu reino,
E andar em teu Mundo.

Senhor da Magia e dos Mistérios
Mostre-nos teus caminhos,
Conduza-nos pelas Ilhas Sagradas.
E receba nossa hospitalidade neste mundo!

Aceite nossas oferendas:
Fóicert Manannan Mac Lir!

Honrando os Espíritos da Natureza

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos da Terra, do Céu e do Mar,
Mestres sábios de nossos Ancestrais,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Ó Seres Sagrados
Que habitam entre os mundos,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Do Carvalho ao Musgo
Do javali branco ao corvo de Morrigu
Dos Daoine Sidh às Banshees
Que nossos cumprimentos sejam observados.

Fóircet!
Espíritos da Natureza recebam nossas oferendas!

Honrando os Ancestrais

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos dos Ancestrais,
Reis Antigos de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Vocês que viveram antes de nós,
E presenciaram a glória de nossos Deuses
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Sangue de nosso sangue,
Família de nossa família,
Espírito de nosso espírito
Que vossos nomes sejam honrados.

Fóircet!
Espíritos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Honrando os Deuses

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os Deuses Antigos,
Senhores Ancestrais de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Guardiões na paz e na guerra,
Mestres de todas as Artes,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Belos e brilhantes soberanos
Bravos e nobres guerreiros
Sábios e habilidosos artífices
Aceitem nossa devoção, Tuatha De!

Fóircet!
Deuses de nossos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Rito Específico

Hoje o sol preenche as passagens até o Sidh
Iluminando as rochas do caminho
E desvelando os antigos mistérios.

Nós nos reunimos aqui para sermos testemunhas
Do conhecimento que ilumina a escuridão,
E da morte que fertiliza a vida que eclode.

Honrando Boand

Boand sempre cheia,
Carne despedaçada que fertiliza a terra,
Água branca que alimenta o vale dos Ancestrais.

Nobre Soberana Boand,
Filha de Delbáeth, Filho de Elada,
Mãe de Oengus e do Rio Boyne.

Mãe dos Cantos de Uaithne
Gol-traiges, a melodia da dor,
Gen-traiges, a melodia da alegria
E Suan-traiges, a melodia do sono.

Branca Boand
Nós saudamos tua presença
Tome seu lugar de honra
E receba nossa hospitalidade junto a nosso fogo Sagrado.

Fóircet!
Brilhante Boand, receba nossas oferendas!

Reconstrução do Mito (Parte 1) – O Poço de Segais

Dar 3 voltas em sentido anti-horário ao redor de um lago ou poço enquanto o mito é declamado a cada volta, ou seja, declamar o rito 3 vezes.

Boand é o seu agradável nome geral
Do Sid até o quebra-mar;
Eu me lembro da causa pela qual ele é chamado
a água da mulher do filho de Labraid.

Nechtain filho do Bravo Labraid
cuja esposa era Boand,
tinha um poço secreto em suas terras,
do qual jorrava adiante todo tipo de mistérios.
Não havia ninguém que pudesse olhar para seu fundo
Sem que seus dois brilhantes olhos não queimassem:
Se se movesse para a esquerda ou para a direita,
Não sairia dele sem mancha.

Portanto, ninguém ousava se aproximar dele
A salvo Nechtain e seus Copeiros Reais;
— Estes eram seus nomes, famosos por feitos brilhantes,
Flesc e Lam e Luam.

Então veio um dia a branca Boand
(Seu nobre orgulho exaltou-a),
Ao poço, sem sentir sede
Para fazer o caminho de seu poder.

Assim como três vezes ela andou circulando
Ao redor do poço negligentemente,
Três ondas irromperam dele,
O que causou a morte de Boand.

Cada onda veio contra um membro,
Elas desfiguraram a mulher suavemente-enflorescida;
Uma onda contra seu pé, uma onda contra seu olho perfeito,
E a terceira onda despedaçou uma de suas mãos.

Ela correu para o mar
Era melhor para ela escapar de sua mancha,
Assim ninguém poderia ver sua mutilação;
Em si mesma caia sua reprovação.

Em toda direção que a mulher ia
A água branca e gelada a seguiu
Do Sid ao mar (ela não era fraca),
E por isso ele é chamado Boand.

Reconstrução do Mito (Parte 2) – O Rio Boyne

Para refazer os passos de Boand e fundar o rio deve-se fazer uma procissão até outra fonte de água, simbolizando o mar, enquanto a parte do mito (versão sem as inclusões, alterações cristãs) que nomeia seus diversos nomes ao longo de seu curso é declamada em uníssono.

Muitos nomes, certamente controversos,
Dados a esta corrente nós enumeramos,
Saindo do Sid Nechtain
Até atingir a terra dos homens.

Segais era seu nome no Sid
A serem cantados por nós em cada terra:
Rio de Segais era seu nome daquele ponto
Até a piscina de Mochua, a clérica.

Do poço da justa Mochua
Às fronteiras da larga planície de Meath,
O Braço da Mulher de Nuadu e sua perna
São seus dois nobres e exaltados nomes.

Das fronteiras da grande Meath
Até ela alcançar o chão verde do mar
Ela é chamada da Grande Parelha de Prata
E o Tutano Branco de Fedlimid.

Onda Tempestuosa daí em diante
Até o ramificado Cualnge;
Rio da Aveleira Branca do austero Cualnge
Até o Lago de Eochu Arcos-Vermelhos.

Banna é seu nome do perfeito Lago Neagh;
Tenhado do Oceano até alcançar as águas de Manannán
E retornar às correntes do Sid.

Viagem ao Bru Na Boinne

Meditação orientada até o Bru Na Boinne.

Sacrifício

Deixar o fogo abaixar um pouco e colocar os ovos dentro da fogueira ritual, alimentando novamente sua chama.

Augúrio

Depois do Sacrifício deve-se ler o augúrio que pode ser feito através do objeto sacrificial.

Águas da Sabedoria
Águas da Sabedoria,
Águas do poço de Segais.

Lar do Antigo Salmão de Fee,
Onde a Aveleira da sabedoria
Derrama seus frutos.

Águas do conhecimento,
Que correm no Boyne
Fluam dentro de nós.

Agradecimentos

Agradecimento Three Kindreds

Ouçam-nos, seres da Natureza,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.
Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Sábios Ancestrais,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.
Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Deuses Antigos,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.
Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Agradecimentos a Boand

Nobre Boand
Mãe dos Cantos de Uaithne,
Do Boyne e de Oengus
Que seu curso nunca cesse.

Soberana Boand,
Do poço de Segais ao Cualnge
E de volta ao Sid
Teus nomes serão lembrados.

Boand, Mulher da suave-floração,
Vaca Branca, Boand Sempre-Cheia…
Nós agradecemos sua presença!
Go raibh maith agait! (gora mah ragus), Boand

Agradecimento a Manannán

Mestre das águas e das tempestades,
Soberano das planícies floridas sob as ondas,
E da grande revelação
Permita-nos regressar ao nosso mundo!

Filho poderoso de Lyr,
Guardião dos caminhos antigos,
Senhor do Outro Mundo e da magia,
Nós agradecemos sua presença!
Go raibh maith agait! (gora mah ragus), Mannanan Mac Lyr!

Dissolução do Triskle

Terra Sagrada de Ériu
Recolha nossas sementes
E cultive nossos frutos
Em seu solo sagrado!
Pela Terra abaixo de nós
Agradecemos os Espíritos da Natureza

Grande Mar de Ériu
Eleve novamente as brumas de Mistério
Que guardam o conhecimento Antigo
E escondem o caminho do Sidh.
Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Agradecemos nossos Ancestrais

Sagrado Céu de Ériu
Ilumine nosso caminho
Limpe nossos horizontes
E guarde nossas almas.
Pelo firmamento acima de nós,
Agradecemos nossos Deuses.

O centro do mundo
Novamente se recolhe
Escondido pelas brumas.
Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,

Nós agradecemos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Fechamento

Mais uma vez, os antigos segredos foram iluminados
Nos montes ancestrais,
O sol e a pedra revelaram seus mistérios
E a escrita antiga se volta às sombras.

(Retirar a bacia do sol)

Guardamos novamente o segredo escondido
Nas sombras que o guardam
E em nossas mentes e ser.

Aquilo que foi aberto agora se fecha novamente
Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Encerramento (TODOS)

Que a Grande Sabedoria conduza nossos passos,
Tendo a Honra como nosso guia,
Que jamais nos falte Coragem
E que a Verdade seja sempre nossa proteção.

Aquilo que se iniciou agora termina
Os frutos maduros podem ser colhidos
As sementes do novo ciclo germinam.
E nossos ritos nunca se acabam.