Liturgia Básica

Esta liturgia modelo foi criada, em cada detalhe, com o intuito de ser uma reconstrução cosmogônica. Para tanto nos baseamos em alguns mitos pertinentes, a fim de inserí-los dentro do modelo ritual seguindo alguns parâmetros teóricos conhecidos. Embora a rigidez da reprodução palavra a palavra deste rito não seja necessária, ele serve como o modelo ideal que é e fonte de referência e inspiração.

Teoria por trás da reconstrução cosmogônica

Um rito é, essencialmente, uma reconstrução mítica, sua função é recriar um momento cosmogônico ou exemplar e aproximá-lo do momento presente.

Mircea Eliade, ao falar das diferenças de mentalidade entre o homem religioso e o homem profano nos diz que “o homem religioso assume uma humanidade que tem um modelo trans-humano, transcendente” e que “ele só se reconhece verdadeiramente homem quando imita os deuses, os Heróis civilizadores ou os Antepassados míticos[i]”. Também é verdade que as “Tradições” não são estáticas, que elas se alteram e se adaptam a mudanças culturais ou sociais ao longo do tempo, sendo assim, podemos ver no mito não só um arcabouço de saber cultural e social, ou um modelo exemplar de conduta ou de mundo, mas também a base fundamental para se pensar a mentalidade ritual.

Diferente da concepção cristã e ocidental de tempo, na qual ele é uma linha reta e sucessiva de eventos que se “acumulam” uns sobre os outros, na cultura Celta o tempo era pensado em forma espiral, em constante expansão. Dentro desta perspectiva, o tempo era quase cíclico: ele não se encerrava em si mesmo, e também não “amontoava” os acontecimentos em uma linha sucessiva; toda vez que a espiral dava mais uma volta (sua “ponta” representando o presente) ela se aproximava do passado e, em determinadas épocas, ou em lugares ou, ainda, sob condições específicas, era possível “cortar” a espiral, voltando a um ponto do passado ou até mesmo ao seu centro. Assim, os tempos míticos e presente podiam ser acessados periodicamente perante a ritualização ou em determinadas épocas.

Um rito perdido, então, pode ser re-idealizado se o mito persistir, o que não quer dizer que uma liturgia fiel possa ser recuperada, mas, que o ideal original pode ser resgatado através da utilização do mito como ponto focal. Como nossa perspectiva é histórica, antropológica e arqueológica, esse foi o trabalho que efetuamos ao “recriar” esta liturgia básica a partir do estudo aprofundado de diversos mitos célticos, tendo o cuidado para tentar, da melhor maneira que nos foi possível, retirar os elementos cristãos na hora de nossa seleção, e atentando para a precisão histórica, fugindo aos anacronismos.

Sendo assim, se nosso esforço não é uma cópia fiel de um rito céltico da antiguidade pré-cristã (e ele jamais poderia ser, primeiro por que não houveram sobrevivências de ritos relatados, originais, uma vez que os mantenedores das tradições pagãs, em forma escrita, foram os monges cristãos, e qualquer alegação de uma continuidade ancestral é, no mínimo, questionável e, segundo que, por mais que tivéssemos acesso a um rito totalmente original, ele estaria condicionado à nossa interpretação cheia de filtros, preconceitos e romantismos modernos, perdendo, assim sua “originalidade” assim que passasse por nossas mentes), ele é, ao menos, uma representação daquilo que acreditamos ser, dentro de um arcabouço metodológico e de precisão científica mais ou menos apurada, o cerne ideológico, mágico, religioso e ritualístico céltico Irlandês dentro de um molde moderno e a ele aprestado.

Precedente e Propósito do Ritual

O primeiro passo é criar atmosfera desejada ao rito, ou seja, deixar claro aos participantes do ritual o significado do que será feito, sua história e o porquê de ser feito de tal maneira, desta forma estaremos estabelecendo a forma de conduta correta para com os seres sagrados e o comportamento adequado de respeito e seriedade.

Preparação

O intuito desta etapa é que todos se preparem para o rito a ser feito, vestindo suas indumentárias e iniciando a limpeza física do local onde ele será realizado, assim como a separação do que será usado ou não no mesmo, deixando qualquer objeto não necessário ao rito guardado e seguro em um local adequado. Nesta etapa também deve ser preparada a organização do espaço ritual, com a criação da base a ser utilizada na fogueira principal e disposição das madeiras utilizadas para sua manutenção, posicionamento do altar central e construção de qualquer elemento necessário ao rito.

Interiorização

Esta é a etapa que de fato precede o inicio dos ritos. Aqui sugerimos que uma interiorização como a Meditação dos Três Mundos, por exemplo, ou outra com finalidade semelhante, seja realizada por todos os participantes, de preferência de forma guiada por um fili ou sacerdote devidamente preparado para tal procedimento. A forma de conduta de tal prática não deve ser subestimada, o guia deve observar a entonação correta, calma, pausada, constante, suave e cerimonial de forma a permitir que todos sejam capazes de acessar o nível mental necessário ao processo.

Purificação

O passo a seguir é a purificação dos participantes, instrumentos e oferendas, o qual pode ser realizado através da construção de duas fogueiras, feitas para esta finalidade e, preferencialmente com ervas propícias, de tal forma que os participantes possam passar entre elas de forma a serem purificados pelo fogo e pelas ervas. Instrumentos e oferendas devem seguir o mesmo procedimento, sendo conduzidas através das fogueiras de forma cerimonial.

Tanto a purificação pelo fogo como por ervas são atestadamente comprovadas no contexto Celta Irlandês. Anne Ross, em The Celtic World, afirma que “todos os festivais do calendário Celta eram essencialmente festivais de fogo e os druidas eram muito preocupados com magia de fogo”. A prática da passagem por duas fogueiras para purificação é também largamente representada principalmente nas práticas folclóricas de Beltaine (Cétshamain). As ervas como remédios e purificadoras são bem documentadas tanto em mitos como no folclore, sendo que na batalha de Magh Tuired os poços de cura de ambos os lados, capazes de não só curar, mas também reviver os banhados neles foram criados através de conhecimentos mágicos e herbários dos druidas.

Montagem

A montagem consiste na organização do altar e das oferendas e na preparação do fogo principal. A fogueira que deve ter sido previamente montada pode ser acesa e o altar deve ser montado sob o local já preparado anteriormente. Todos os objetos pertinentes devem ser colocados sobre o altar, exceto as oferendas aos Espíritos Nativos que devem ser dispostas em um altar à parte, do lado de fora da área ritual.

Oferenda aos Espíritos Nativos

Primeiramente, como estamos em um solo que possui seus próprios Espíritos Nativos, devemos fazer uma oferenda simbólica a eles, em respeito à sua soberania sobre o território que vivemos. O ideal seria estudarmos sobre os povos indígenas nativos de cada local e seu folclore e práticas rituais para fazermos oferendas condizentes com os espíritos regionais. Notem que estamos falando de Espíritos Nativos, o que não inclui importações culturais como o cristianismo e religiões africanas.

O Bodhran deve ser tocado três vezes.

As oferendas devem ser servidas e oferecidas sobre o altar reservado a eles, dizendo:

Espíritos Nativos!
Soberanos da terra que pisamos,
Do ar que respiramos
E do Mar que nos rodeia,
Reconhecemos suas faces,
Ó seres sagrados da terra que habitamos.

Aceitem as oferendas que trazemos
Aceitem o respeito que lhes devotamos
Aceitem a gratidão que lhes conferimos.

Que sua generosidade seja retribuída,
Que sua memória seja honrada,
Que sua sabedoria seja exaltada.

O Bodhran deve ser tocado três vezes novamente.

Reconstrução Cosmogônica

É preciso ter um objeto representativo de cada um dos presentes que os Tuatha Dé trouxeram, a ser depositado em um altar central por cada um dos responsáveis escolhidos. Como já explicamos na introdução, os ritos são essencialmente reconstruções mitológicas de um passado original, sendo assim, utilizamos para a reconstrução cosmogônica as duas batalhas de Magh Tuired, que relatam a chegada dos Tuatha Dé á Irlanda. Os mitos, dessa forma, servem, não só como “ancora” para a prática, mas também como forma de manter vivo o mundo e a cultura religiosa.

Aqui, os papéis do D2, D3, D4 e D5 são o de representar a chegada dos Tuatha Dé e seus conhecimentos, assim, eles, a princípio, devem estar fora de foco enquanto o D1 faz a narrativa da chegada deles, para só então, um a um, eles entrarem em cena, trazendo consigo os presentes das quatro cidades e depositando-os no altar central, logo após o qual o D1 fará o fechamento.

D1:
Como a nuvem de pássaros negros
Das profundezas do Oceano vinda
Que em tempos idos pairou sobre Ériu
Nós chegamos aqui.

Envoltos em brumas e magia
Vieram Nuada e seus súditos
Das Ilhas ao norte do Mundo
Trazendo consigo segredos Ocultos.

D2:
De Falias trago a Lia Fail,
O presente de Morfesa,
Que sob os pés de cada rei
Cantará sua aprovação.

D3:
De Gorias trago a lança de Lugh,
O presente de Esras,
Contra a qual nenhuma batalha pode ser mantida
Assim como contra aquele que a empunha.

D4:
De Findias trago a espada de Nuada,
O presente de Uiscias,
Da qual ninguém jamais escapa
Quando de sua letal bainha é retirada.

D5:
De Murias trago o caldeirão de Dagda,
O presente de Semias,
Que insatisfeito ninguém deixa
Nem homem nem companhia.

D1:
Conosco trouxemos as histórias e tradições
Dos grandes guerreiros e honradas batalhas
Do sangue derramado e das espadas quebradas
E da conquista do solo que sustenta nossos pés.
Mais uma vez o Bodhran é tocado três vezes.

Processional

D1: Nós estamos aqui para honrar os Deuses.

D2: Nós estamos aqui para honrar os Deuses

Todos: Nós estamos aqui para honrar os Deuses

D1: Oh Deuses, cujos poderes dão vida a tudo que é vivo, ouçam nossa canção.

D2: Oh Deuses, cujos poderes dão vida a tudo que é vivo, ouçam nossa canção.

Todos: Oh Deuses, cujos poderes dão vida a tudo que é vivo, ouçam nossa canção.

Todos cantam a “Canção dos Deuses”:

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Chama acesa em meu coração
meu refúgio tu es ó Terra Sagrada
inicio e fim da minha jornada.

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Despertem a chama em minha alma
meu refúgio tu es ó Tribo Sagrada
inicio e fim da minha jornada

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Inspirem a chama em minha mente
meu refúgio tu es ó saber Sagrado
inicio e fim da minha jornada

Pela voz de Ériu e Nuada
Agradecemos a nossa morada
Pela voz de Ériu e Nuada
Rogamos bênçãos a nossa Tuatha.

Estabelecendo o Centro

Este passo é importante para estabelecer o centro do Nemeton e assim, consequentemente, o centro do cosmos e de poder do rito, criando nele um local de contato direto entre os mundos. Nele é invocada a força dos Três Mundos, Céu, Terra e Mar, a fim de que se tornem Um.

Nós consagramos esta Terra Sagrada
Cujos Carvalhos se erguem do chão
Para que abençoem nosso Caminho
Com frutos e saberes Ancestrais
Pela Terra abaixo de nós
Honramos os Espíritos da Natureza

Nós clamamos a Ti, Terra Sagrada de Ériu: abençoe-nos.

Nós consagramos estas Águas Profundas
De onde se erguem Brumas de Mistério
Para que abram nosso Caminho
Até aqueles que deixaram esta terra
Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Honramos nossos Ancestrais

Nós clamamos a Ti, Grande Mar de Ériu: conduza-nos.

Nós consagramos o Fogo do Sol
No Centro deste Local Sagrado
Para que ele Ilumine nosso Caminho
E nos eleve para junto dos Céus.
Pelo firmamento acima de nós,
Honramos nossos Deuses.

Nós clamamos a Ti, Sagrado Céu de Ériu: Inspire-nos!

Sagrada Terra de Ériu
Este é o centro do mundo,
Onde a Lia Fail jaz imponente
E os três mundos se encontram.
Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,
Nós honramos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza
E nos reunimos no cento dos mundos
Buscando Saber e Honra Ancestrais.

Nós clamamos a Ti, Sagrada Ériu: acolha-nos!

Sagrada Terra de Ériu, Terra, Céu e Mar, receba nossas oferendas!

Acessando o Outro mundo

Depois de ter estabelecido o centro no Nemeton, é hora de pedir a permissão de Manannán Mac Lir para acessarmos o Outromundo. Aqui, utilizamos como base o Immram Brain, o qual nos dá a mais antiga descrição de Manannán, que nos conta que ele cavalga sobre o que parece apenas um mar claro a Bran e sua tripulação, mas que na verdade era uma planície florida, o que Charles Macquirre em The Biography of the Irish God of Sea from The Voyage of Bran (700 A.D.) to Finnegans Wake (1939) – The Waves of Manannán, explica como uma revelação do Outro Mundo, significando que Manannán dá a Bran a permissão e os meios de entrar em seus domínios.

D1:
Eis que surge ao nascer do sol
Um belo homem que ilumina vastas planícies
Ele cavalga ao longo do claro campo contra o qual quebra o mar
Ele agita as águas até que se tornem sangue.

É Manannan Mac Lir quem vem ao longe
Guiando sua carruagem pelas ondas sorridentes
E revelando a visão da florida Mag Mell,
A qual esconde atrás de seus botões muitos cavalos.

D2:
Ó senhor dos Oceanos,
Assim como Bran perante o mar calmo
Nós aguardamos entre os Mundos
Em busca da revelação de teus domínios.

Poderoso soberano do Outro Mundo
Sol brilhante da Ilha das Macieiras
Permita-nos vislumbrar seu reino,
E religar os Mundos.

Senhor da Magia e dos Mistérios
Mostre-nos teus caminhos,
Conduza-nos pelas Ilhas Sagradas.
E receba nossa hospitalidade neste mundo!

Aceite nossas oferendas:
Fóichert Manannan Mac Lir!

Honrando os Espíritos da Natureza

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos da Terra, do Céu e do Mar,
Mestres sábios de nossos Ancestrais,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Ó Seres Sagrados
Que habitam entre os mundos,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Do Carvalho ao Musgo
Do javali branco ao corvo de Morrigu
Dos Daoine Sidh às Banshees
Que nossos cumprimentos sejam observados.

Fóircet!
Espíritos da Natureza recebam nossas oferendas!

Honrando os Ancestrais

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos dos Ancestrais,
Reis Antigos de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Vocês que viveram antes de nós,
E presenciaram a glória de nossos Deuses
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Sangue de nosso sangue,
Família de nossa família,
Espírito de nosso espírito
Que vossos nomes sejam honrados.

Fóircet!
Espíritos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Honrando dos Deuses

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os Deuses Antigos,
Senhores Ancestrais de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Guardiões na paz e na guerra,
Mestres de todas as Artes,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Belos e brilhantes soberanos
Bravos e nobres guerreiros
Sábios e habilidosos artífices
Aceitem nossa devoção, Tuatha De!

Fóircet!
Deuses de nossos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Rito Específico

Aqui cada rito deve ser direcionado para sua finalidade específica, observando a finalidade, objetivo e mitologia que lhe seja referente.

Honrando as Divindades da ocasião

Assim como a parte precedente devemos observar aqui a finalidade, objetivo e mitologia do rito que se quer reconstruir a fim de honrar a ou as divindades propícias a cada ritualização, honrando-as da melhor forma possível e ofertando as oferendas direcionadas a elas.

Águas da Sabedoria

Águas da Sabedoria,
Águas do poço de Segais,
Lar do Antigo Salmão de Fee,
Onde a Aveleira da sabedoria
Derrama seus frutos,
Águas do conhecimento,
Que correm no Boyne
Fluam dentro de nós.

Agradecimentos

Tendo concluído os ritos e festividades, encerram se os trabalhos, oferecendo palavras de agradecimento a todos os participantes.

Ouçam-nos, seres da Natureza,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Sábios Ancestrais,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Deuses Antigos,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Agradecimento a Manannán

Mestre das águas e das tempestades,
Soberano das planícies floridas sob as ondas,
E da grande revelação
Permita-nos regressar ao nosso mundo!

Filho poderoso de Lyr,
Guardião dos caminhos antigos,
Senhor do Outro Mundo e da magia,
Nós agradecemos sua presença!

Go raibh maith agait! (gora mah ragus), Mannanan Mac Lyr!

Dissolução do Triskle

Terra Sagrada de Ériu
Recolha nossas sementes
E cultive nossos frutos
Em seu solo sagrado!
Pela Terra abaixo de nós
Agradecemos os Espíritos da Natureza

Grande Mar de Ériu
Eleve novamente as brumas de Mistério
Que guardam o conhecimento Antigo
E escondem o caminho do Sidh.
Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Agradecemos nossos Ancestrais

Sagrado Céu de Ériu
Ilumine nosso caminho
Limpe nossos horizontes
E guarde nossas almas.
Pelo firmamento acima de nós,
Agradecemos nossos Deuses.

O centro do mundo
Novamente se recolhe
Escondido pelas brumas.
Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,
Nós agradecemos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Encerramento

Que a Grande Sabedoria conduza nossos passos,
Tendo a Honra como nosso guia,
Que jamais nos falte Coragem
E que a Verdade seja sempre nossa proteção.
Aquilo que se iniciou agora termina
Os frutos maduros podem ser colhidos
As sementes do novo ciclo germinam.
E nossos ritos nunca se acabam.

Confraternização

Tendo o rito se encerrado, é hora de reunir a Túath e celebrar.

Bibliografia:

Teoria

GREEN, Miranda (Ed.). The Celtic World. Routledge, London, 1996.

MACQUARRIE, Charles. The Biography of the Irish God of Sea from The Voyage of Bran (700 A.D.) to Finnegans Wake (1939) – The Waves of Manannán. New York: The Edwin Mellen Press, 2004.

ELIADE, Mircea. O Sagrado e o Profano – A essência das religiões. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.

Fontes Primárias

FRASER, J. The First Battle of Moytura in Ériu v.8 (1915), pp. 1-63 [H 2.17]

GWYNN, Edward. The Metrical Dindshenchas. in Volume 3, Second reprint [x + 562 pp.] Dublin Institute for Advanced Studies Dublin (1991) (first published 1906) (reprinted 1941)

MEYER, Kuno. The Voyage of Bran. London: David Nutt, 1895.

STROKES, Whitley. The Second Battle of Moytura in Revue Celtique. Volume 12, Paris, F. Vieweg (1891) page 52-130, 306-308.