Por Erik Wroblewski

 English version

Bases Teóricas – Disciplinas e Métodos

Como vimos anteriormente, durante o estudo dos temas relacionados aos povos célticos, devemos ter constantemente a preocupação em questionar e identificar os “erros” cometidos pelos nossos predecessores, sejam ou não estes equívocos de caráter “inocente”, ou derivados de alguma concepção cultural atrelada a um processo ou período histórico específico, e sobretudo, ao que concerne respeito aos relatos da Antigüidade bem como e, principalmente, os trabalhos elaborados na época vitoriana, permeados por fantasias românticas e filosofias nacionalistas.

Para tanto, precisamos identificar como se realizam os processos de estudo em cada uma das disciplinas que compõem o estudo da “matéria céltica”, quais suas perspectivas, contribuições e limitações, onde se aplicam e, sobretudo, de que forma podem ser utilizados de maneira interdisciplinar, de maneira a completarem-se mutuamente para elucidar as inconsistências e lacunas destes referidos estudos.

É importante ressaltar, aqui, que a vastidão de elementos e fontes encontrados, associadas a seu caráter fragmentário e anepígrafo, quadro frequentemente agravado pelas “rixas” entre escolas de pensamento e disciplinas, assim como o persistente descaso em relação à cultura material céltica em detrimento àquela produzida pelo mundo clássico, contribuem enormemente para tornar o estudo ainda mais difícil; a atitude corrente, ainda hoje, é a de tratar o “mundo céltico” como uma cultura marginal de Roma, esquecendo-se de que esses povos foram os principais ocupantes da Europa na Antiguidade, e preferindo relegá-los às margens da História e esquecer-se deles antes de seu contato com os latinos e/ou cristãos.

Essa discussão nos leva a outro ponto importante: a Expansão Indo- Européia. Tem-se por Indo-Europeu um grupo de populações invasoras que falavam línguas aparentadas e que deixam o Norte da Eurásia, por volta de 4 a 5 mil anos, invadindo e estabelecendo-se ao longo de seu caminho rumo à Europa Ocidental, e dando origem a diversas populações nas quais se incluem os celtas, germanos, nórdicos e hindus. Assim, os celtas foram a vaga ocidental dos recém-chegados e repeliram, destruíram ou assimilaram tudo o que lhes era anterior.

Sendo assim, é praticamente impossível precisar em que ponto no tempo essas populações estabeleceram-se na Europa Ocidental, como foi este processo e quais suas repercussões. Nem é este o objetivo de nosso trabalho: para nós, basta dizer que é claro e evidente a sua presença ali, cujos textos do Mundo Clássico e evidências arqueológicas são provas mais do que suficientes de sua existência, de forma que, sabendo disso, nossa preocupação é a de olhar para seus moviemntos e sua civilização, fato pelo qual “não diremos que nada existiu antes deles, nem que depois deles nada subsistiu”[1].

Outro aspecto que deve ser lembrado, e que é fundamental não somente para a compreensão do mundo céltico, mas também de todas as populações de origem indo-européia, é que o “mundo” indo-europeu fundamenta-se muito mais na tribo, ou seja, no parentesco, do que em unidades político-econômicas. Desta forma, antes de propor uma definição dos celtas é, então, necessário precisar que o mundo indo-europeu consiste muito menos numa unidade política, lingüística ou econômica do que numa forma de viver e pensar que pressupõe um forte parentesco inicial.

Trata-se no quadro de uma comunidade de instituições e crenças – suficientemente atestadas da Índia védica à Irlanda pré-cristã, passando por Roma e pela Germânia –, de uma koiné, que se tornou suficientemente vasta e laica para tolerar inúmeros antagonismos ou contrastes, a par de simples diferenças. O que é mito na Índia e entre os celtas tornou-se mito e história em Roma. O que é mítico e cósmico na Irlanda é “nacional” e contingente em Tito Lívio. Os mesmo esquemas são tratados de forma diferente e as mesmas palavras podem ter perdido uma parte de sua substância ou deixado de possuía a mesma orientação semântica.

Desta forma, ao contrário do imperium romano, o “Estado” celta não subjugava o indivíduo a um poder central, assim como não havia a subordinação do espiritual ao temporal. As últimas considerações no que toca a este respeito são de que a formação das etnias celtas – como nos mostra a arqueologia – é muito anterior ao que nos relatam os historiadores gregos da Antigüidade, e que já no séc. VI antes da nossa era, os celtas haviam delimitado suas fronteiras e estabelecido suas ocupações, limitando-se e manter ou expandir seus territórios.

Tendo esclarecido isto, e levando em conta os quadros científicos correntes, contamos com inúmeras disciplinas e métodos que procuram dar conta de toda esta diversidade, sendo as principais – ou mais significativas ao nosso estudo – sobre as quais discorreremos adiante.  Em um primeiro passo, temos a Antropologia, mas esta talvez seja a disciplina acadêmica que mais apresenta generalizações e imprecisões, uma vez que freqüentemente recorre à análise étnica. Essas imprecisões residem no fato de que nem sempre a cultura material nos revela o nível intelectual do objeto de estudo – especialmente no tocante aos celtas e indo-europeus –, e de que diversas populações podem falar uma mesma língua, o que poderia incluir um substrato pré-céltico, “celtizado”, em uma classificação artificial. Sabemos que os celtas pertenciam à “raça branca”, mas é impossível precisar com exatidão os grupos que a compunham neste quadro. A Europa não deve ser avaliada em termos de raças, mas sim de línguas e etnias.Mas a questão a ser levantada – e mérito desta disciplina – é como podemos utilizar esta modalidade de estudo para verificar a validade de nossas fontes ao nosso estudo e principalmente no tocante de como podemos interpretar as relações e mudanças ocorridas através dos contatos estabelecidos entre diferentes povos e culturas, a exemplo do contato entre celtas e romanas, neste caso.

Por sua vez, a arqueologia pressupõe o contato de duas populações – os invasores celtas e os nativos – e a formação de uma cultura material resultante desse contato. Mas a falibilidade da arqueologia reside na incapacidade de precisar com exatidão a ocupação “celta” na Europa; enquanto muitos vestígios indicam que não se encontravam ali no período da “Civilização dos campos de Urnas” e na Idade do Bronze, as verificações lingüísticas indicam sua presença há pelo menos 3 mil anos antes de nossa era, o que incluiria com uma certa folga os períodos acima citados. Atesta-se constantemente que a semelhança ou “continuidade”de uma cultura material não representa uma unidade lingüística.

Assim, a Arqueologia serve principalmente como indicador dos níveis tecnológicos de uma determinada civilização, mas no caso céltico a dificuldade é ainda maior: com freqüência faltam os substratos feitos de madeira, perecível, que compõem uma lacuna e barreira intransponíveis ao estudo.Outra questão complicada no estudo celta refere-se ao campo da Filologia e Lingüística. Apenas no séc. XIX criam-se estruturas para descrever as línguas, e via de regra, não se respeitam as estruturas lingüísticas originais, optando-se sempre por uma aproximação estrutural ao latim ou ao hebraico. No caso céltico, todas as gramáticas de linguagem céltica, elaboradas até hoje, atendem aos esquemas lingüísticos do latim.

Por sua vez, o que a Filologia e a Lingüística vem a nos demonstrar é que provavelmente as diversas etnias célticas possuíam uma certa consciência de um passado lingüístico comum, e que reconheciam uma certa identidade cultural e religiosa, embora nos escape até que ponto, visto que jamais houve nenhum tipo de unificação política. Desde os tempos mais recuados, já interagiam entre si, em relações de amizade e inimizada. Para concluir, retenhamos o essencial: é praticamente impossível recuar para além dos celtas na História da Europa Ocidental. Foram eles que criaram a maior parte das cidades, das fronteiras ou das unidades regionais às quais estamos habituados. As suas línguas não subsistiram neste vasto domínio, mas deixaram vestígios. Grandes cidades da Europa tem nomes célticos: Paris (Lutétia), Londres (Londinium), Genève (Genava), Milão (Mediolanum), Nimègue (Noviomagus), Bona (Bonna), Viena (Vindobona), Cracóvia (Carrodunum).

Finalmente, as comparações que são permitidas entre os textos literários dos celtas insulares e os documentos antigos referentes aos celtas continentais fornecem a prova – que a arqueologia não proporciona – de uma espantosa unidade religiosa, tanto pela identidade da doutrina, como pela coesão da classe sacerdotal. Por sua vez, a História das Religiões e o Comparativismo nos fornecem os meios para estudar os mitos e as estruturas que caracterizavam a tradição indo-européia, antes de ser considerada e inserida no tempo histórico pelo cristianismo. Desta forma, ainda é a disciplina que melhor convém ao estudo dos celtas, tendo como principal autor Georges Dumèzil. Seguidas a essas disciplinas, citamos o Folclore e a Etnografia, mas estas aplicam-se somente em abordagens de movimentos historicamente muito mais recentes, que se apropriam de um certo conteúdo céltico do passado; é questão de pura inocência acreditar que a memória popular possa apreender temas “puros” e remontar até o período céltico.

Para finalizar este breve levantamento, precisamos ainda, dar conta de um corpo documental enorme: as fontes escritas da Antiguidade e do Medievo. Os documentos ainda mais utilizados são as de origem greco-romana, por estarem redigidas em sua maioria na língua latina, e tornam-se mais acessíveis aos pesquisadores, ainda familiarizados apenas com o latim e o grego, mas dificilmente com as línguas nativas de seu objeto de estudo. Elas são imprecisas, mesmo quando se referem à populações específicas, e nesses relatos sempre são imputadas características clássicas (como a retórica), se omitem fatos, e possuem, normalmente caráter vago. A priori, a maioria dos autores clássicos copiava o que seus antecessores haviam dito, não correndo os riscos de uma viagem de longo curso.

Ainda, os documentos esparsos são numerosos, pequenas notas ou observações tão difíceis de classificar como de utilizar. Longe de ter falta de informação, como com freqüência afirmam incorretamente as obras de caráter geral, o historiador, o lingüista, eo arqueólogo debatem-se com as dificuldades que lhe trazem inúmeros pedaços de informações, dificilmente utilizáveis de forma isolada, e cuja fragmentação constitui um obstáculo a qualquer síntese. O céltico é, por excelência, o domínio dos fatos particulares, sobretudo no âmbito das disciplinas maiores, como a Lingüística, a História das Religiões e a Arqueologia Indo-Européia. Sobre as fontes continentais greco-romanas contemporâneas dos celtas da Antigüidade, ainda temos de recorrer ao relato feito por Julius Caesar, o De Bellu Gallico, pois trata-se ainda da fonte mais completa que nos é conhecida e disponível. A referida obra discorre, primeiramente, nas vantagens e dificuldades da conquista (elaborando um quadro geográfico mais ou menos completo e plausível), seguido de uma descrição das populações, informando aspectos religiosos, sociais e etnográficos.

Por sua vez, o campo do estudo epigráfico ainda encontra enormes dificuldades, uma vez que normalmente são de períodos pós-romanos, e existem raros exemplares que contenham um texto significativo ou completo; geralmente tratam-se de inscrições funerárias. O problema ainda maior é que raramente o celtista é epigrafista, e vice-versa. Há muita incerteza sobre as formas gramaticais e separação das palavras; quando muito, restam apenas conjecturas a respeito do significado real do texto.

O próprio estudo topomínico é um terreno arriscado; o lingüista especializado em topomínia raramente entende sequer uma palavra de língua céltica, e não incomum, a elaboração de nomenclaturas com estruturas lingüísticas célticas é posterior à penetração romana, o que torna quase impossível determinar o período em que foram criadas. Mesmo a numismática e legendas em cerâmicas são incertas, tornando a datação arqueológica imprescindível. No entanto, jamais deve-se descartar, a priori, nenhuma fonte de pesquisa, podendo utiliza-las em caráter secundário e complementar, além de ser necessário filtrar os exageros e interpretações equivocadas e tendenciosas nas fontes “primárias”ao estudo realizado.

As fontes insulares medievais, irlandesas e galesas, por sua vez, apresentam um campo mais rico para o estudo céltico, uma vez que a penetração romana na Bretanha Insular jamais foi completa e efetiva, e o latim nunca chegou a substituir as línguas nativas, desaparecendo como língua falada após a partida das legiões romanas no Séc.v. A Irlanda, por sua vez, jamais conheceu dominação romana e somente conheceu sua influência após o início da cristianização no Séc.v. Além disso, não sofreu com as grandes invasões que culminaram com a queda do Império Romano, dando tempo aos monges de contribuírem com o “renascimento carolíngio”, elaborando uma compilação literária em língua gaélica. Assim por estranho paradoxo, a cristianização da Irlanda foi a responsável pela perpetuidade do fundo mitológico e da tradição pré-cristã.

Trata-se de relatos orais dos quais a escrita se apoderou, que se referem sempre a períodos muito anteriores ao de sua redação, sem que haja grandes alterações em suas características lingüísticas originais, apresentando estruturas antigas e primitivas e vocábulos arcaicos. Sua “cristianização” deu-se de uma só vez, na ocasião de sua elaboração escrita, possivelmente uma primeira vez no séc. VIII e mais tarde no séc. XII, uma vez que não apresentam nenhuma referência ao purgatório cristão. Estão divididos entre os textos galeses (mais recentes) e os irlandeses (mais antigos), sendo que os primeiros apresentam pouco fundo mitológico, e são adaptados ao estilo medieval, parecendo romances de cavalaria, enquanto os segundo normalmente apresentam pouca ou nenhuma modificação de tema e estilo, e em geral, sempre descrevem uma civilização muito mais arcaica do que a da época em que foram escritos.

Admite-se o parentesco mitológico entre a Irlanda e o País de Gales, sendo opinião corrente que ele se deve a empréstimos galeses. Mas esta versão é uma solução demasiado fácil, e deve ser rejeitada, porque as semelhanças são tais que é preferível pensarem origens comuns, disfarçadas pelas diferenças de tratamento. É inevitável que o País de Gales, que preservou sua língua, tenha também conservado traços claros da mitologia em temas literários . Enquanto as classificações medievais desses mitos eram feitas por seus temas (romance, cortejo, caça, guerra, etc…), as classificações modernas se fazem através da estrutura mitológica e literária dos temas e de como são apresentados, bem como por “datas mitológicas” (a continuidade de relatos e permanência de personagens, por exemplo).

Embora a classificação desses agrupamentos ou “ciclos” literários ainda seja ainda alvo de alguns questionamentos, a classificação mais aceita atualmente é a que se segue:

a) Ciclo Mitológico, cujo texto fundamental é o Cath Maighe Tuireadh, que relata a batalha dos Tuatha De Danann (população mitológica que mais tarde se reverteria nos deuses da Irlanda) contra os Fomoire (habitantes originais da Irlanda), o Tochmarc Etaine, que conta as peregrinações da deusa Etain, personificação alegórica da terra da Irlanda, e a série dos Immrama, ou “Navegações”, que relatam viagens pelo outro mundo irlandês e que constituem percursos iniciáticos da tradição religiosa irlandês, muito mais cristianizados que o restante dos textos;

b) Ciclo Heróico de Ulster, Ciclo do Ramo Vermelho, que é o mais vivo e diversificado. Narra a atuação de personagens bem tipificadas, de natureza simples, que animam um grande número de aventuras. O texto mais importante, de longe, é o Táin Bó Cúalnge, ou “Razia da Vacas de Cooley, que em muitos aspectos temáticos e estruturais é comparável à Ilíada. A sociedade celta é descrita no período mais antigo que a ela se pode atribuir, ou seja, a que é caracterizada nas épocas de Hallstatt e La Tène;

c) O Ciclo de Finn, erroneamente chamado de “ciclo ossiânico” (Ossian e seus contos são uma criação de Edward Williams, que também utilizava o pseudônimo de Iolo Morganwg, no séc. XVIII ) e conta a história de um bando de guerreiro, os Fianna liderados por Finn e seu filho, Oisin. É justamente esse ciclo mitológico que serviu de matéria para os decalques românticos de Mac Pherson no séc. XVIII, pois seus heróis sobreviveram melhor na memória do povo;

d) Ciclo Histórico, ou Ciclo dos Reis, muito presente nos anais irlandeses, que de resto não passam de relatos lendários e pseudo-históricos. O principal texto é o Lebor Gabála Erenn, ou “Livro das Conquistas da Irlanda[2]”.

Por sua vez, os textos galeses estão divididos em:

a) Os Quatro Ramos do Mabinogi, que se referia à aprendizagem oral dos poetas galeses, divididos em Pwyll, o príncipe de Dyfed, Branwen, filha de Lyr, Manawyddan, filho de Lyr e Math, filho de Mathonwy, que compõem o ciclo mitológico britônico propriamente dito. O texto mais conhecido e importante é o Llyfr Coch Hergest, ou “Livro Vermelho de Hergest.

b) Ciclo Arturiano, que é aproximadamente o homólogo do ciclo irlandês de Ulster, mas neles já é sensível a diferença de estilo, não se tratando mais de uma transcrição palavra por palavra de uma tradição oral, mas sim de uma elaboração literária muito mais contemporânea e refinada, sofrendo fortes influências francesas.

Para finalizar o este período do nosso trabalho, podemos concluir, então, que entre as maiores barreiras encontradas ao estudo do mundo celta são a confusão gerada pela disparidade das fontes, seu enorme número constituído de caráter fragmentado, e a hesitação em se recorrer à interdisplinaridade, uma vez que uma disciplina nem sempre confirma os dados apresentados por uma determinada outra, por vezes, as diferenças chegam a ser gritantes. Neste aspecto, outra grande dificuldade é a falta de compreensão de como operam os estudos realizados em outras disciplinas.

Entre essas dificuldades, figura também o fato das traduções do irlandês para outras línguas serem raras e repletas de erros, sem revisões, muitas vezes segundas ou terceiras traduções, que antes de corrigir, agravam ainda mais os erros anteriores, isso sem contar a utilização da estrutura linguística latina. Por fim a atitude dos historiadores e arqueólogos em colocar os celtas em um papel secundário e tratá-los como um anexo bastante diminuído da civilização greco-romana, diminuindo seu papel histórico simplesmente por se tratar de um estudo complicado, nos leva a refletir em como a história vem sendo estudada ao longo dos anos, e a pensar em rever essas prioridades e métodos, principalmente no que diz respeito à academia.

Refêrencias Bibliográficas:

ARNOLD, Bettina & GIBSON, D. Blair. Celtic Chiefdom, Celtic State. Cambridge: Cambridge University Press, 1995.

CHADWICK, Nora. The Celts. London: Penguin, 1991.

CHARLES-EDWARDS, T. M. Early Christian Ireland. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

CHARTIER, Roger. A História Cultural entre Práticas e Representações. Lisboa: Bertrand, 1990.

FINLEY, Moses. Ancient History Evidence and Models. London: Chatto and Windus, 1985.

HERBERT, Máire. “’Rí Éirinn, Rí Alban, kingship and identity in the ninth and tenth centuries’.” In: Kings, clerics and chronicles in Scotland, edição: S. TAYLOR, 62-72. Dublin: Four Courts, 2000.

KELLY, Fergus. A Guide to Early Irish Law. Dublin: Dublin Institute for Advanced Studies, 1988.

KRUTA, Venceslas. Os Celtas. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

LE GOFF, Jacques. O maravilhoso e o cristianismo no ocidente medieval. Lisboa: Edições 70, 1966.

LE ROUX, Françoise & GUYONVARC’H, Chrisitan-J. A Sociedade Celta. Mem Martins: Europa América, 1995.

________________. A Civilização Celta. Mem Martins: Publicações Europa América, 1999.

MACCONE, Kim R. Pagan Past and Chrisitan Present in Ealy Irish Literature. Maynooth: An Sagart, 1990.

MOMIGLIANO, Arnaldo. Os limites da helenização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1989.

Ó NEILL, Pádraig. “The Latin Colophon to the Táin Bó Cúailnge in the Book of Leinster: a Critical View of Old Irish Literature.” Celtica, 1999: 269-275.

WEBSTER, Jane. “Interpretatio: Roman Word Power and the Celtic Gods.” Britannia, 1995: 153-161.

WELLS, Peter S. “Who, Where, and What Were the Celts?” American Journal of Archeology, 1998: 814-816.


[1] LE ROUX, Françoise e GUYONVARC’H, Crhuistian-J. A Civilização Celta. Mem Martins, 1999. p. 16.

[2] LE ROUX, Françoise & GUYONVARC’H, Christian-J. A Civilização Celta. p. 44-46.