Irlanda

§1 A partir do que [causa] ocorreu a debilidade dos homens de Ulster? Não é difícil. Havia um fazendeiro arrendatário rico do Ulster sobre os picos das montanhas e desertos, isto é, Crunnchu filho de Agnoman era o seu nome.

A grande riqueza cresceu nele nas regiões ermas.

Além disso, ele tinha filhos [crianças] em sua propriedade.

A mulher nobre que estava em sua companhia morreu, ou seja, a mãe de suas crianças.

Ele ficou então de luto sem uma mulher.

Um dia, ele estava em sua cama na casa sozinho, quando ele viu uma mulher jovem, bem formada, chegando à sua casa grande, de forma e vestido e ornamentos maravilhosos.

A nobre mulher sentou em uma cadeira perto do fogo [local] e acendeu uma fogueira.

Eles ficaram lá até o final do dia sem conversa entre eles.

Na verdade, ela trouxe uma gamela de amassar até ele e uma peneira e começou a preparar [alimentos] na casa.

Quando chegou ao fim do dia, ela levou vasilhas com ela, e ordenhou as vacas sem ter sido solicitada a fazê-lo.

§ 2 Quando ela entrou na casa, ela se virou para a direita e ela entrou em sua despensa e ela se apresentou para a família dele. Ela se sentou em uma cadeira ao lado Crunnchu.

Então, todo mundo foi para cama.

Ela permanece depois de todos e ela arruma o fogo e ela se vira para a direita. Ela vai para ele sob o seu manto [isto é, cobertor] e ela coloca a mão no seu lado.

Eles se uniram de modo que ela ficou grávida dele.

A partir de então, a sua riqueza aumentou  por sua união com ela.

Bom era seu florescimento e os seus encontros com ela.

§3 Naquela época, era normal serem frequentes grandes encontros e feiras entre os homens de Ulster.

Todos os homens de Ulster costumavam ir; ambos homens e mulheres desqtes que eram capazes de ir para theóenech.

“Eu vou para a feira como todo mundo”, disse Crunnchu.

“Você não irá”, diz a mulher, “a fim de que o perigo de mencionar-nos não possa segui-lo, porque a nossa parceria irá continuar [apenas] até então, se você falar de mim na feira.”

“Eu não vou falar a respeito de nada lá”, diz Crunnchu

§4 Os homens de Ulster foram à feira. Crunnchu também foi, como todos os outros.

A feira foi esplêndida com pessoas e cavalos e roupas.

Corrida de cavalos, feitos de força, tiro com arco, corridas e marchas [estavam acontecendo] na feira.

A carruagem do Rei foi levada para o local no período da tarde.

Os cavalos do rei foram vitoriosos na feira.

Depois vieram os apreciadores, [lit. povo de grande apreço] ou seja, para apreciar o rei e as rainhas, os poetas e os druidas, a montagem e a multidão e toda a feira.

“Nunca vieram para a feira antes dois cavalos como estes dois cavalos brancos do rei, porque não existe na Irlanda, um par que seja tão rápido.”

“Minha esposa é mais rápida”, diz Crunnchu, “do que são aqueles dois cavalos brancos”.

“Prendam o homem”, diz o rei, “até que a mulher venha para o concurso.”

§5 Ele é apreendido e um mensageiro é enviado do rei para a mulher.

Ela confere boas-vindas aos visitantes. Ela pergunta o que os trouxe.

“Viemos a fim de que você venha para libertar o seu homem da casa, que foi capturado por ter dito (isto); que você é mais rápida que os dois cavalos brancos do rei “.

“Isto é realmente ruim”, disse ela, “poi esta declaração não era apropriada.

“Deve haver sem dúvida uma dispensa para mim”, ela disse, ‘dessa coisa: porque eu estou grávida e com dores [de parto]”.

“Apesar de haver uma isenção”, dizem os mensageiros, “ele Amanhã será morto menos que você chegue lá”.

“Será necessário, portanto”, diz ela.

§6 Ela, então, foi com eles para a feira.

Todo mundo veio para olhar para ela então.

“Não é justo que as pessoas devam estar olhando”, diz ela, “a minha aparência”.

“Qual o motivo para o qual fui trazida?”, Diz ela.

“[Por causa da] sua velocidade similar contra os dois cavalos brancos do rei”, toda a gente diz.

“Há uma isenção para mim”, diz ela, ‘Porque eu estou em trabalho de parto”

“Então tomem as espadas para o rendeiro”, diz o rei.

“Espere por mim um pouco”, ela diz, “Até que eu tenha entregue [minha criança].”

“Não”, diz o rei.

“Que vergonha então para você por não me conceder algo pequeno.

Já que você não me concedeu isto, vou dar-lhe vergonha depois que será maior por causa disso.

“Solte, então, diz ela,” os cavalos ao meu lado.”

§7 Isso foi feito, e ela foi a primeira do outro lado na cabeceira da pista, na frente dos cavalos.

Imediatamente, ela soltou um grito por causa da agonia do parto.

Ela limpou a redor de si mesma de uma só vez, e ela deu à luz a um filho e uma filha em um nascimento.

Quando a multidão ouviu seu grito – daquela nobre mulher- ele lançou-os sob si [isto é, derrotando-os], de modo que sua força não era mais do que o da nobre mulher que estava em trabalho de parto.

“O insulto que vocês trouxeram a mim será um vergonha para vocês a partir deste momento.

Quando for o tempo de maior dificuldade para vocês, vocês não terão nada além da força de uma mulher no parto para qualquer um que proteja esta província. O período de tempo de uma mulher em trabalho de parto; que será o período de tempo que vocês terão. (Ou seja, ao fim de 5 dias e 4 noites). E estará sobre vocês, além disso, até nove gerações (ou seja, o tempo de nove).

[NOTA: As especificidades do período de tempo estão sob a forma de glosas. Esta pode ser uma tentativa do autor de vincular o “Noinden” do título a “Noi”> “nove”.]

§8 Isso era verdade então. Isto seguiu [os homens de Ulster] desde o tempo de Crunnchu ao tempo de Fergus filho Domnail.

No entanto, ista debilidade não caiu sobre mulheres ou crianças, ou Cu Chullainn, porque ele não era do Ulster; nem para qualquer um de fora da fronteira [de Ulster].

§9 É disso, portanto, que a debilidade caiu sobre os homens de Ulster.

Finit “.

Fonte:

Manuscrito datado do século IX por Vernam Hull, que o publica na Celtica 8 (1968). Translation by Isolde Carmody. (versão em Inglês)

Hull, Vernam (ed. and tr.), “Noínden Ulad: The debility of the Ulidians”, Celtica 8 (1968): 1–42.  » Based on YBL (In Ceas Naigen), the Book of Fermoy, Harleian 5280 and RIA B iv 2.

Dublin, Trinity College, MS 1318 (H 2. 16) = Yellow Book of Lecan [s. xiv-xv], part 3, pp. 211a—212a (facsimile), cols 949—951 » Here entitled In Ceas Naigen