Oferendas

  • Cerveja e pão para os Espíritos Nativos
  • Uma ânfora de vinho tinto para o sacrifício
  • Vinho ou licor, pão e frutas da estação para Ogma
  • Um objeto de madeira com Ogam entalhado para Ogma como presente
  • Frutas da estação, pão e vinho ou cerveja para Manannán, demais Deuses, Ancestrais e Espíritos da Natureza.

Precedente e Propósito do Ritual

Primeiro criar atmosfera desejada ao rito, ou seja, deixar claro aos participantes do ritual o significado do que será feito, sua história e o porquê de ser feito de tal maneira para que todos entendam o que vai acontecer.

 Preparação

Arrumar o local e tudo o que for necessário para a realização do rito.

 Interiorização

Meditação de relaxamento e centralização para preparar os participantes para o rito. Meditação da ADF dos Dois Poderes.

 Purificação

A purificação feita com 2 “tochas” (bastão de madeira com a ponta em brasas) ou 2 fogueiras.

 Oferenda aos Espíritos Nativos

As oferendas devem ser servidas e oferecidas sobre o altar reservado a eles, dizendo:

Espíritos Nativos!
Soberanos da terra que pisamos,
Do ar que respiramos
E do Mar que nos rodeia,
Reconhecemos suas faces,
Ó seres sagrados da terra que habitamos.

Aceitem as oferendas que trazemos
Aceitem o respeito que lhes devotamos
Aceitem a gratidão que lhes conferimos.

Que sua generosidade seja retribuída,
Que sua memória seja honrada,
Que sua sabedoria seja exaltada.

Abertura

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Levar o desenho de Loughcrew ao sol.

O desenho de Loughcrew é o desenho esculpido na rocha que fica de frente pra a entrada, por dentro do monte funerário de Loughcrew, que é iluminado no equinócio de primavera e no equinócio de outono pelo sol, junto com a entrada e passagem principal da construção megalítica, ao nascer do sol. O desenho pode ser esculpido ou pintado em uma pedra ou pirogravado ou desenhado em uma madeira para servir como símbolo solar.

Mais uma vez o sol ilumina os mistérios antigos
Mais uma vez Ogma nos oferece o conhecimento
Nós te saudamos Ogma,
Sol obscuro que revela o saber, a escrita e o Outro Mundo.

Processional

Nós estamos aqui para honrar os Deuses de nossas tribos!
Oh Deuses, cujos poderes dão vida a tudo que é vivo, ouçam nossa canção.

Canção dos Deuses (TODOS)

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Chama acesa em meu coração
meu refúgio tu es ó Terra Sagrada
inicio e fim da minha jornada.

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Despertem a chama em minha alma
meu refúgio tu es ó Tribo Sagrada
inicio e fim da minha jornada

Ó Deuses Antigos de meus Ancestrais
Inspirem a chama em minha mente
meu refúgio tu es ó saber Sagrado
inicio e fim da minha jornada

Pela voz de Ériu e Nuada
Agradecemos a nossa morada
Pela voz de Ériu e Nuada
Rogamos bênçãos a nossa Tuatha.

Estabelecendo o Centro

Nós consagramos esta Terra Sagrada
Cujos Carvalhos se erguem do chão
Para que abençoem nosso Caminho
Com frutos e saberes Ancestrais
Pela Terra abaixo de nós
Honramos os Espíritos da Natureza

Nós clamamos a Ti, Terra Sagrada de Ériu: abençoe-nos.

Nós consagramos estas Águas Profundas
De onde se erguem Brumas de Mistério
Para que abram nosso Caminho
Até aqueles que deixaram esta terra
Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Honramos nossos Ancestrais

Nós clamamos a Ti, Grande Mar de Ériu: conduza-nos.

Nós consagramos o Fogo do Sol
No Centro deste Local Sagrado
Para que ele Ilumine nosso Caminho
E nos eleve para junto dos Céus.
Pelo firmamento acima de nós,
Honramos nossos Deuses.

Nós clamamos a Ti, Sagrado Céu de Ériu: Inspire-nos!

(TODOS)

Sagrada Terra de Ériu
Este é o centro do mundo,
Onde a Lia Fail jaz imponente
E os três mundos se encontram.

Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,
Nós honramos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza
E nos reunimos no cento dos mundos
Buscando Saber e Honra Ancestrais.

Nós clamamos a Ti, Sagrada Ériu: acolha-nos!

Sagrada Terra de Ériu, Terra, Céu e Mar, receba nossas oferendas!

Acessando o Outro mundo

Depois de ter estabelecido o centro no Nemeton, é hora de pedir a permissão de Manannán Mac Lir para acessarmos o Outromundo.

Eis que surge ao nascer do sol
Um belo homem que ilumina vastas planícies
Ele cavalga ao longo do claro campo contra o qual quebra o mar
Ele agita as águas até que se tornem sangue.

É Manannan Mac Lir quem vem ao longe
Guiando sua carruagem pelas ondas sorridentes
E revelando a visão da florida Mag Mell,
A qual esconde atrás de seus botões muitos cavalos.

Ó senhor dos Oceanos,
Assim como Bran perante o mar calmo
Nós aguardamos entre os Mundos
Em busca da revelação de teus domínios.

Poderoso soberano do Outro Mundo
Sol brilhante da Ilha das Macieiras
Permita-nos vislumbrar seu reino,
E religar os Mundos.

Senhor da Magia e dos Mistérios
Mostre-nos teus caminhos,
Conduza-nos pelas Ilhas Sagradas.
E receba nossa hospitalidade neste mundo!

Aceite nossas oferendas:

Fóichert Manannan Mac Lir!

Honrando os Espíritos da Natureza

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos da Terra, do Céu e do Mar,
Mestres sábios de nossos Ancestrais,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Ó Seres Sagrados
Que habitam entre os mundos,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Do Carvalho ao Musgo
Do javali branco ao corvo de Morrigu
Dos Daoine Sidh às Banshees
Que nossos cumprimentos sejam observados.

Fóircet!

Espíritos da Natureza recebam nossas oferendas!

Honrando os Ancestrais

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os espíritos dos Ancestrais,
Reis Antigos de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

E presenciaram a glória de nossos Deuses
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Sangue de nosso sangue,
Família de nossa família,
Espírito de nosso espírito
Que vossos nomes sejam honrados.

Fóircet!

Espíritos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Honrando os Deuses

Os filhos e filhas de Ériu
Saúdam os Deuses Antigos,
Senhores Ancestrais de nosso povo,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Guardiões na paz e na guerra,
Mestres de todas as Artes,
Permitam-nos estreitar nossos laços,
E ofertar nossa hospitalidade.

Belos e brilhantes soberanos
Bravos e nobres guerreiros
Sábios e habilidosos artífices
Aceitem nossa devoção, Tuatha De!

Fóircet!

Deuses de nossos Ancestrais recebam nossas oferendas!

Rito Específico

Honrando Ogma

Nós banhamos nossas faces
Em nove raios de sol
Assim como Ogma banha a terra
E ilumina os campos.

Mel em nossa boca
Fervor em nossa face
Ao som das palavras de Ogma
A nos encantar.

A língua de Ogma em nossa fala
A eloquência de Ogma em nossa cabeça
A bravura do guerreiro campeão
Em nosso sangue e nosso corpo.

Mestre da Eloquência
Da fala certeira
E da boca de mel
Oh, Ogma, nós te honramos!

Guardião do conhecimento
Da revelação dos segredos das árvores
Da linguagem do Outro Mundo
Oh, Ogma, nós te honramos!

Bravo guerreiro,
Campeão dos reis de Tara
Das nobres perícias
Oh, Ogma, nós te honramos!

Fóircet!
Ogma das três grandes virtudes,
Bravura, Eloquência e Sabedoria
Receba nossas oferendas,
Aceite nossa devoção!
Nós o convidamos para o lugar de honra de nossos ritos.

Oferendas a Ogma

Oferendas de mel, frutas, pão e licor, hidromel ou vinho devem ser feitas a ele, assim como algum belo artesanato feito de madeira e com entalhes em Ogam.

Assim como o doce prazer de ouvir-te falar
Trazemos a ti doces elixires
E belos presentes.

Honrando a Face Solar de Ogma

Sol de Outono que aquece a terra
É tua face brilhante que resplandece em harmonia
Nobre guerreiro a nos defender do frio inverno
Que tua lança seja firme até a hora precisa.

Que o fogo que alimentamos
O auxilie em tua luta
De manter a terra quente
E céu propício até o último período de colheita.

(Alimentar o fogo com bastante lenha)

Que a chama aqueça o sol
Que o sol aqueça a terra
Que a terra alimente as plantas
E a fartura se faça presente bonança.

Fóircet!
Oh, Ogma, sol morno de Outono.

Retribuindo a colheita de Outono

Pegar três sementes da época (faremos com bolotas de carvalho, mas é só adaptar às sementes que se tiver disponível, a planta deve ser comestível e ser propícia para se plantar nesse período.)

As árvores sagradas lançam seus frutos
Em colheitas fartas e sadias,
A terra as acolhe,
Mas é em nossas casas que seu néctar se esconde.

À terra devemos nosso alimento,
Ao sol seu crescimento,
Às águas sua nutrição
Ao tempo seu amadurecimento.

Tudo que é dado deve ser retribuído
Do sagrado ao sagrado todo presente retorna
Três sementes à terra devolvemos sem demora.

(Plantar as três sementes)

Recolha seus frutos,
Oh dama soberana.
Os frutos do Carvalho Sagrado retornam à terra
Três sementes para os três mundos abençoar
Três vidas para na terra frutificar.

Sacrifício

Deixar o fogo abaixar um pouco e colocar uma pequena ânfora de barro contendo vinho dentro da fogueira ritual, alimentando novamente sua chama.

Augúrio

Depois do Sacrifício deve-se ler o augúrio que pode ser feito através do objeto sacrificial.

Águas da Sabedoria

Águas da Sabedoria,
Águas do poço de Segais.
Lar do Antigo Salmão de Fee,
Onde a Aveleira da sabedoria
Derrama seus frutos.
Águas do conhecimento,
Que correm no Boyne
Fluam dentro de nós.

Agradecimentos 

Agradecimento a Ogma

Hábil guerreiro das terras de Tara,
Que tua bravura seja nossa inspiração
E tua lança resplandecente nossa proteção.

Sábio eloquente da boca de mel,
Que tua eloquência seja nossa virtude
E tua fala ardente nossa conselheira.

Mestre das línguas e da revelação
Que teu conhecimento obscuro seja nosso caminho
E tua mão de carpinteiro nosso guia

Sol Brilhante do Outono
Nós agradecemos sua presença!
Go raibh maith agait! (gora mah ragus), Ogma!

Agradecimento Three Kindreds

Ouçam-nos, seres da Natureza,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Sábios Ancestrais,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Ouçam-nos, Deuses Antigos,
Nós agradecemos sua presença,
Com a reverência justa a sua nobreza.

Que nossos caminhos nunca se separem
E nossos laços nunca se quebrem.

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Agradecimento a Manannán

Mestre das águas e das tempestades,
Soberano das planícies floridas sob as ondas,
E da grande revelação
Permita-nos regressar ao nosso mundo!

Filho poderoso de Lyr,
Guardião dos caminhos antigos,
Senhor do Outro Mundo e da magia,
Nós agradecemos sua presença!

Go raibh maith agait! (gora mah ragus), Mannanan Mac Lyr!

Dissolução do Triskle

Terra Sagrada de Ériu
Recolha nossas sementes
E cultive nossos frutos
Em seu solo sagrado!

Pela Terra abaixo de nós
Agradecemos os Espíritos da Natureza
Grande Mar de Ériu
Eleve novamente as brumas de Mistério
Que guardam o conhecimento Antigo
E escondem o caminho do Sidh.

Pelo Grande Mar ao nosso redor,
Agradecemos nossos Ancestrais
Sagrado Céu de Ériu
Ilumine nosso caminho
Limpe nossos horizontes
E guarde nossas almas.

Pelo firmamento acima de nós,
Agradecemos nossos Deuses.
O centro do mundo
Novamente se recolhe
Escondido pelas brumas.

Pelo Céu sobre nós,
Pelo Mar ao nosso redor,
E pela Terra abaixo de nós,
Nós agradecemos nossos Deuses
Nossos antepassados
E os Espíritos da Natureza

Go raibh maith agaibh! (gora mah ragus)

Encerramento (TODOS)

Que a Grande Sabedoria conduza nossos passos,
Tendo a Honra como nosso guia,
Que jamais nos falte Coragem
E que a Verdade seja sempre nossa proteção.
Aquilo que se iniciou agora termina
Os frutos maduros podem ser colhidos
As sementes do novo ciclo germinam.
E nossos ritos nunca se acabam.