Este festival indicava o primeiro dia do ano Céltico e era uma das mais importantes festas do calendário deste povo. Sua ocorrência é constante e pontual na mitologia Celta Irlandesa, deixando claro sua crucial significância para a estrutura social e a sua abrangente influência. Os Mitos contam que a festa de Samhain se estendia por três dias antes e três dias depois do dia de Samhain, que marca o começo do inverno, e, é provável que muitos, ou mesmo todos, os reis de Tara fossem coroados nesta data. Este era um Festival coletivo onde o momento principal era um grande banquete com a participação de todas as classes em um explícita demonstração trifuncional.

Esta não é uma festa dedicada a um deus específico, como no caso das outras, mas uma festa para todos os Tuatha de Danann, uma data para coroar novos reis e, por vezes, ritualisticamente matar o antigo, uma festa de assembleias legais, decisões, sentenças e contratos, e uma festival no qual os montes funerários estavam abertos e o contato com o Sidh e os mortos se tornava muito mais fácil, e uma festa da fertilidade e da abundância.

Ela também significa o termino de um velho ciclo e a chegada de um novo. O dia de Samhain é especial, pois este dia é fora do tempo, ele não pertence nem ao ano passado nem ao ano futuro, este é um momento em que os mundos natural e sobrenatural podem ser facilmente acessíveis de ambos os lados, que os Montes Funerários e Raths estão abertos e em que até mesmo as fogueiras eram extintas na véspera de Samhain para serem novamente acesas depois. Esta era a ocasião para cerimonias religiosas e para cultuar as divindades, em um esforço para garantir a prosperidade para o novo ano.

Samhain simboliza a festa da vitória e as expectativas de fecundidade e prosperidade para o ano seguinte. Era um tempo fora do tempo cronológico em que as passagens entre os mundos estavam abertas e os mortos e divindades podiam ser facilmente contatados. Era o momento, também, de fortalecer os laços comunitários através do grande baquete e de reforçar a organização social e a configuração de poder através das assembleias políticas e das reconstruções míticas.